30/06/2016 às 21h59min - Atualizada em 30/06/2016 às 21h59min

Toninho do Frango, foi condenado à 11 anos de prisão

Ex-vereador de Peruíbe,Antônio Francisco (conhecido como Toninho do Frango), que manteve funcionária 'fantasma' é condenado à 11 anos de prisão. Esposa do político e funcionária que trabalhava como doméstica também. O ex-vereador da cidade de Peruíbe, no litoral de São Paulo, Antônio Francisco Ricardo, também conhecido como "Toninho do Frango", foi condenado na última quarta-feira (29) à pena de 11 anos e oito meses pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. Ele era acusado de manter uma "funcionária fantasma" no gabinete da Câmara enquanto, na verdade, a mulher trabalhava como doméstica na casa dele. O promotor Thiago Alcocer Marin afirma que pediu a prisão imediata do político, mas o juiz não atendeu essa parte do pedido. Ainda cabe recurso da decisão. Na mesma sentença já publicada no site oficial do Tribunal de Justiça de São Paulo, o juiz Wilson Julio Zanluqui também condenou por quatro anos e quatro meses a esposa do ex-vereador, Marineusa da Silva, pelos mesmos crimes. Já a funcionária Dilda da Silva Ribeiro, que trabalhou durante 19 anos na residência do casal, foi condenada à pena de cinco anos de reclusão em regime semiaberto. Segundo a denúncia enviada ao Ministério Público em dezembro de 2011, o ex-vereador e a esposa convenceram Dilda a assinar documentos que a legitimaram a ocupar o cargo de assessora legislativa na Câmara Municipal de Peruíbe entre os meses de março e novembro do mesmo ano. Apesar da nomeação publicada no Boletim Oficial do Município, Dilda nunca trabalhou como funcionária pública naquela função, passando a ser considerada "funcionária fantasma". O dinheiro mensal referente ao cargo, no entanto, era repassado na maior parte ao casal. Segundo apurado pelo Ministério Público, o ex-vereador e a esposa ficaram com R$ 17.314,47 do valor referente aos nove meses de salário do cargo de assessora legislativa, mas Dilda, na verdade, trabalhava como doméstica na casa do casal e recebia apenas pequena parte do dinheiro. Folha de presença - Para garantir que ninguém desconfiasse do esquema, o ex-vereador Toninho do Frango costumava levar a folha de presença da Câmara para que a funcionária assinasse demonstrando regularidade na contratação do cargo de confiança que ela deveria ocupar no Legislativo. Durante o processo, Dilda afirma que nunca exerceu a função no poder público durante o período citado e que só foi até o gabinete do ex-vereador durante uma semana para minimizar o impacto dos fatos noticiados pela imprensa local. "Fiquei sentada esperando o tempo passar sem fazer nada", disse à epoca. Com informações do G1.  
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