13/07/2021 às 10h29min - Atualizada em 13/07/2021 às 11h20min

Dados apontam que demanda por fisioterapeutas respiratórios cresceu cerca de 720% na pandemia

Apesar da grande procura e importância, profissional ainda precisa ser melhor valorizado

DINO
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De acordo com informações da Revista Exame e do portal de empregos Catho, a busca por serviços de fisioterapia respiratória aumentou, aproximadamente, 720% no Brasil durante a pandemia da Covid-19, em comparação com 2019. Foi notada uma grande procura por profissionais especializados em fisioterapia respiratória, que precisam realizar uma carga horária maior em plantões, estando abertos a riscos para que cubram a carência do sistema hospitalar.

A pandemia da Covid-19 trouxe maior visibilidade para os fisioterapeutas respiratórios, tornando a profissão mais conhecida. Esses especialistas atuam no tratamento de pessoas com a doença em todas as etapas, desde a chegada até a recuperação dos pulmões.

Profissional da fisioterapia respiratória se mostra importante

O profissional da fisioterapia respiratória é de grande importância. Em um primeiro momento, para o auxílio aos pacientes com Covid-19, que, geralmente, apresentam insuficiência respiratória. O profissional, portanto, é responsável por realizar a avaliação e a prescrição da melhor terapia.

Em seguida, é esse profissional que vai realizar o acompanhamento da evolução do quadro do paciente nas diferentes etapas do tratamento, orientando como o paciente deve se posicionar no leito para influenciar positivamente no funcionamento dos pulmões, por exemplo. Além disso, o profissional também é muito importante em momentos mais críticos, como na intubação do paciente para a colocação da respiração mecânica. Importante ressaltar que o aprendizado é constante para auxiliar as pessoas que estão com Covid-19.

Trabalho desvalorizado

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de Minas Gerais (Crefito-4 MG), a presença dos fisioterapeutas respiratórios, em hospitais, é essencial para o combate à pandemia. "Nós, da área da saúde, sempre soubemos das competências do fisioterapeuta, profissional com formação ampla e de primeiro contato, que atua em diferentes áreas. Mas a sociedade tomou conhecimento somente agora. A demanda por eles cresceu de forma absurda, mas, infelizmente, não percebemos a valorização acompanhar a procura", comenta.

Um Projeto de Lei que garante a criação de um salário-base para fisioterapeutas em Minas Gerais foi apresentado na Assembleia Legislativa em 2019, mas não avançou. "Entendemos que o momento pede compreensão, mas a classe tem que ser valorizada por seu trabalho brilhante e esforço sobre-humano em um dos períodos mais duros e tristes da história do país", comenta o presidente do conselho.

Sequelas após Covid-19

As sequelas após a infecção por Covid-19 são bem comuns. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre as pessoas que contraem a doença, 80% possuem casos leves com recuperação sem a exigência de internação; 15% evoluem para estágios médios e graves, necessitando de oxigênio; e 5% precisam de intubação na UTI.

As sequelas podem se mostrar de várias maneiras, a depender do grau de agressividade do vírus no organismo de cada um. Por se comportar de formas distintas em cada pessoa, é presumível que os impactos consequentes também podem variar. Na lista, podem ser citadas sequelas físicas, motoras e emocionais, afetando o equilíbrio, sensibilidade, músculos, articulações, força, o aparelho cardiorrespiratório, pulmões, entre outros.



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