27/07/2021 às 17h53min - Atualizada em 27/07/2021 às 21h20min

Oncologia Pediátrica: tratamento para crianças e adolescentes vai além da adaptação dos tratamentos existentes para adultos

Com metabolismos diferentes, crianças e adolescentes não são “adultos pequenos”. Tratamento oncológico efetivo requer foco interdisciplinar especializado nas características biológicas e orgânicas próprias da faixa etária

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https://www.boldrini.org.br/


Na data em que é celebrado o Dia do Pediatra, 27 de julho, o Centro Infantil Boldrini reforça a importância do investimento em ciência e pesquisa para o câncer pediátrico. "Com estudos específicos para essa faixa etária, estamos cada vez mais entendendo, tratando e derrotando o câncer infantil", pontua a médica Silvia Brandalise, presidente do Centro Infantil Boldrini, hospital filantrópico que é referência no tratamento de câncer pediátrico na América Latina.

Pesquisas do INCA (Instituto Nacional de Câncer), apontam que o câncer pediátrico (de 0 a 19 anos de idade) representa 3% do total da doença em adultos - fato que desencadeou, em todo o mundo, maior foco de pesquisa para esses pacientes. Há algumas décadas, no entanto, pesquisadores dos principais centros infantis do mundo têm se dedicado à pesquisa voltada para pediatria oncológica, melhorando - e muito - os índices de cura e sobrevida de pacientes. Hoje, os índices de cura de leucemia chegam a 80% nos países desenvolvidos - taxa que também é alcançada no Centro Infantil Boldrini.

"Ensaios clínicos exclusivos, ciência inovadora e atendimento abrangente ao paciente são a chave para o sucesso do tratamento em Pediatria Oncológica. Com isso, médicos e pesquisadores, atuando lado a lado, são capazes de definir novas fronteiras para oncologia pediátrica", afirma a Dra. Silvia.

Tratamento do câncer em crianças: o tratamento depende do tipo de câncer. Os tratamentos podem incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou, às vezes, imunoterapia. Com frequência, um paciente recebe mais de um desses tratamentos.

O tempo necessário para o tratamento difere dependendo do tipo de câncer e do seu estágio inicial. Em geral, os tratamentos demoram vários meses ou mesmo alguns anos.

Pesquisadores e médicos de grandes centros internacionais estão trabalhando em novas terapias para crianças com câncer. Alguns desses tratamentos, chamados de medicina de precisão, têm como alvo alterações genéticas específicas no de cada tipo do câncer.

Pesquisas em genética: aprender quais mudanças genéticas causam um câncer pode ajudar os médicos a diagnosticá-lo com mais eficácia. No futuro, essas informações também podem ajudar os cientistas a desenvolver melhores tratamentos.

Mutações genéticas nunca vistas em cânceres de adultos são encontradas em 55% dos casos de câncer pediátrico, segundo dados do hospital americano John Hopkins, referência mundial em pesquisas científicas. Esse dado, por si só, retrata a importância de estudos voltados para a descoberta de tratamentos específicos para o câncer em crianças e em adolescentes - atividade à qual se dedica o Centro de Pesquisa Boldrini (CPB), localizado na cidade de Campinas, SP.

Primeiro e único Centro de Pesquisa do Brasil a dedicar-se exclusivamente à pesquisa sobre câncer pediátrico, o CPB conecta cientistas, médicos oncologistas pediátricos e universidades de diferentes regiões do Brasil e do exterior para impulsionar a pesquisa de novos tratamentos.
O trabalho no Centro de Pesquisa, intimamente articulado com o Hospital, o conduziu à identificação de uma nova droga contra o câncer, já patenteada internacionalmente em alguns países, todavia aguardando o registro da patente no Brasil. O desenvolvimento e a implantação de novas tecnologias diagnósticas representaram grandes avanços na compreensão e no monitoramento do tratamento do câncer pediátrico, como também sobre a natureza e o contexto molecular, genético e do desenvolvimento dos cânceres da criança e do adolescente.
Atualmente são nove os grupos de estudos do Centro de Pesquisa Boldrini, que englobam as áreas-chave mais avançadas em pesquisa científica em câncer: imunoterapia; anticorpos monoclonais terapêuticos; DNA circulante tumoral; tumores do sistema nervoso central; doença residual mínima, novas drogas; fatores ambientais e câncer pediátrico, informática e espectrometria de massa.



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