02/08/2021 às 16h28min - Atualizada em 02/08/2021 às 17h20min

Estudo mostra que pandemia influenciou na diminuição da fertilidade feminina

Resultados comprovam relação direta entre problemas de saúde mental e desregulamento menstrual

DINO
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Não é só a economia e a saúde mental das pessoas que a pandemia vem impactando. Segundo estudo feito por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, os efeitos emocionais da maior crise sanitária do século têm sido capazes de modificar até mesmo o ciclo menstrual, podendo causar uma série de problemas físicos, como, por exemplo, a diminuição da fertilidade feminina. Ao todo, foram entrevistadas 948 mulheres de todo o Brasil em fase reprodutiva.

Os principais resultados da pesquisa revelaram que 97% das mulheres entrevistadas apresentaram sintomas relacionados à saúde mental desde o início da pandemia da Covid-19, enquanto 77% sofreram, no mesmo período, mudanças significativas em seu ciclo de menstruação. Entre as principais modificações, elas relataram sofrer alterações na duração e no intervalo entre uma menstruação e outra, variações no fluxo, coloração e odor do sangue, além de escapes menstruais em alguns casos.

Outra constatação do estudo revela que 90% das mulheres que apresentaram entre quatro e sete sintomas relacionados a alterações da saúde mental tiveram seu ciclo modificado. Além disso, cerca de 25% das entrevistadas afirmaram observar mudanças significativas nos sintomas da tensão pré-menstrual, mais conhecida como TPM, como também a diminuição da libido para a maioria delas.

Idade é o motivo mais comum da infertilidade feminina

A idade e o envelhecimento ovariano podem, sim, diminuir as possibilidades de gravidez. Segundo especialistas, esse fenômeno pode ser traduzido como a perda da saúde ou capacidade reprodutiva dos ovários e óvulos, diretamente associado à redução do número de folículos ovarianos. Ou seja, com o passar dos anos, os hormônios se tornam insuficientes; a ovulação é prejudicada; e a consequência de tudo isso é a diminuição da fertilidade feminina.

Além do envelhecimento natural e da menopausa precoce (que pode ocorrer por volta dos 40 anos de idade), há outros motivos que também prejudicam a função ovariana, como: tabagismo, alcoolismo, estresse, uso abusivo de medicamentos, peso inadequado (acima ou abaixo do normal), falta de sono e de vitamina D, excesso de exercícios físicos intensos, consumo de gorduras trans e até mesmo circunstância ambientais, que podem atingir o organismo humano.

Congelamento de óvulos se torna opção em tempos de pandemia

O medo e a insegurança que assolaram o mundo desde o surgimento da Covid-19 adiaram também o sonho de muitas mulheres em se tornarem mães. Ainda sem grandes perspectivas de uma melhora significativa da crise em escala global, muitas pessoas estão procurando clínicas especializadas em reprodução assistida, a fim de planejar uma gestação em médio ou longo prazo.

Dados atualizados indicam que houve um aumento de 50% na busca por congelamento de óvulos como medida para preservar a fertilidade feminina. No entanto, muitos profissionais indicam que o procedimento seja realizado somente para casos em que a fertilidade da mulher seja comprometida de maneira mais acelerada do que o normal.

Acupuntura para fertilidade feminina

Cada vez mais utilizada, a acupuntura para fertilidade feminina pode ser uma alternativa menos invasiva para estender a capacidade de reprodução de mulheres. Por meio dessa terapia, é possível auxiliar o ciclo menstrual, otimizando o fluxo sanguíneo no sistema reprodutivo e preparando melhor o organismo para receber um embrião.



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