10/11/2021 às 12h41min - Atualizada em 11/11/2021 às 00h00min

Semana mundial conscientiza para o controle no uso de antibióticos

Além do risco de surgirem ‘superbactérias’ pelo consumo indiscriminado desses medicamentos, o hábito pode levar à disbiose intestinal com consequências para a saúde.

DINO
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Crédito: https://br.depositphotos.com/Saksoni


A descoberta acidental do primeiro antibiótico - a penicilina - pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming, em 1928, mudou a história da humanidade. Até então, milhares de pessoas morriam de infecções causadas por bactérias. Hoje, uma infinidade desses medicamentos está disponível. No entanto, o uso indiscriminado de antibióticos, a automedicação, a interrupção sem avaliação médica e as prescrições incorretas são alguns dos fatores que contribuem cada vez mais para o aparecimento de bactérias multirresistentes. E, mais uma vez, a população mundial pode estar em risco.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), novos mecanismos de resistência estão surgindo e se espalhando globalmente e, se nada for feito, até 2050 o número de mortes provocadas por bactérias multirresistentes poderá chegar a 10 milhões por ano. Para alertar a população, os médicos e os gestores públicos sobre esses riscos, a OMS promove a Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos (World Antibiotic Awareness Week - WAAW), realizada anualmente entre os dias 18 e 24 de novembro. Neste ano, o tema é 'Espalhe a consciência, pare a resistência'. O slogan abrangente da WAAW continua sendo 'Antimicrobianos: manuseie com cuidado'.

Uma das consequências do uso indiscriminado de antibióticos é a disbiose intestinal - que ocorre também devido a outras situações adversas como alimentação inadequada, tabagismo, alcoolismo, uso de drogas, imunossupressores, medicamentos antidepressivos e condições de doença. "Esse estado de disbiose significa uma modificação na riqueza, diversidade e composição da população microbiana do intestino humano, com prevalência de espécies que habitualmente não causam danos à saúde, porém, em situações de desequilíbrio intestinal possuem potencial de induzir processos inflamatórios", alerta a engenheira de alimentos Helena Sanae Kajikawa, gerente do Departamento de Ciências e Pesquisas da Yakult do Brasil.

No artigo ‘Do antibiotics ‘wipe out’ your gut bacteria?’, publicado em agosto deste ano no blog científico da International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics (ISAPP), a pesquisadora Karen Scott, da University of Aberdeen, no Reino Unido, detalha de que maneira os antibióticos podem levar à disbiose da microbiota intestinal. Segundo a cientista, há ampla evidência das funções benéficas dessas abundantes comunidades microbianas residentes na microbiota humana, e é preciso estar ciente do impacto potencial que os antibióticos podem ter sobre esses microrganismos.

A microbiota intestinal é única como uma impressão digital, formada do nascimento até os três anos de idade e alterada de acordo com estilo de vida, medicamentos, álcool, drogas e envelhecimento, entre outros fatores. Estudos desenvolvidos ao longo das últimas décadas, disponíveis em plataformas de busca científica como PubMed, ScienceDirect, Google Scholar e Scielo, mostram que probióticos e prebióticos podem alterar a microbiota temporariamente de forma positiva, ajudando a prevenir uma série de problemas.

"Há um consenso científico de que a ingestão de probióticos contribui para a manutenção da saúde, fornecendo bactérias ‘amigáveis’ ao trato gastrointestinal que podem oferecer benefícios se ingeridas em quantidade adequada regularmente", afirma a engenheira de alimentos Helena Sanae Kajikawa. As bactérias probióticas mais comuns são dos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium. Em geral, essas bactérias são utilizadas em iogurtes e leites fermentados.

No Brasil, o uso de probióticos em alimentos requer avaliação prévia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O primeiro leite fermentado com propriedades funcionais e de saúde reconhecido pela Anvisa, em 2001, foi o Leite Fermentado Yakult com Lactobacillus casei Shirota (LcS) - lançado em 1935, no Japão, e em 1968 no Brasil. "Esse microrganismo vem sendo pesquisado há mais de 80 anos e há inúmeros estudos demonstrando seus benefícios para a saúde de pessoas de todas as idades", enfatiza a engenheira.

Um exemplo é o estudo desenvolvido na Indonésia com 26 voluntários saudáveis mostrando que, após o consumo de leite fermentado com Lactobacillus casei Shirota por 10 dias, houve uma importante diminuição na população de Enterobacteriaceae na microbiota fecal - uma família de bactérias muito abundante, com grande variedade de espécies patogênicas. "O resultado demonstrou que o Lactobacillus casei Shirota foi capaz de sobreviver e colonizar o trato gastrointestinal dos indonésios saudáveis", enfatiza Helena Sanae Kajikawa. Além disso, foi observada redução no número da bactéria patogênica Escherichia coli nas amostras fecais após o consumo do leite fermentado em quase metade dos participantes.

Mais informações
O Leite Fermentado Yakult completa 86 anos em 2021 e é o carro-chefe da empresa sediada em Tóquio, no Japão. Desde que o médico Minoru Shirota criou o Leite Fermentado com o exclusivo Lactobacillus casei Shirota, em 1935, e fundou a Yakult, em 1955, a empresa sempre teve grande preocupação em desenvolver alimentos que beneficiem a saúde das pessoas. Para outras informações, acesse o site https://www.yakult.com.br/ ou as redes sociais da empresa: https://www.facebook.com/YakultBrasilOficial/ e https://www.instagram.com/yakultbrasil/



Website: https://www.yakult.com.br/
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