01/12/2021 às 16h44min - Atualizada em 02/12/2021 às 00h00min

Nova cultura para o acolhimento do luto cresce no Brasil

Empresa do setor funerário produz e fornece, diariamente, milhares de doces e salgados para funerais

DINO
http://www.grupozelo.com.br


Um dos momentos mais delicados pelo qual as pessoas passam é a fase do luto pela perda de um ente querido. Por ser uma situação sensível, o impacto no comportamento de quem sofre pode ser devastador, deixando de lado até necessidades básicas, como alimentar-se. É o que afirma Adriana Amaral, Gerente de Cozinha do Grupo Zelo, empresa do segmento de death care, com sede em Belo Horizonte - MG. A principal função de Adriana é garantir o fornecimento do cardápio servido diariamente em centenas de velórios.

Antes da pandemia, os velórios realizados nas unidades do Grupo Zelo contavam com uma vasta mesa de pães, bolos, doces, salgados, bebidas quentes e geladas. Com a necessidade de adaptação e reforço dos protocolos de saúde, foi criado um kit lanche embalado individualmente. A produção varia entre 6.000 a 7.500 salgados por dia. "Com a contratação de apenas uma auxiliar de cozinha, vamos aumentar a produção para 10.000 a 12.000 unidades diárias", enumera a gerente.

A demanda de alimentação para velórios cresceu junto com grupo Zelo, que, desde 2017, passou a integrar cerca de 200 unidades, com a aquisição de mais de 50 empresas, e está presente em 12 estados e no Distrito Federal. "Com as integrações de novas unidades, tem sido necessário fazermos adequações, reformas e reorganização do trabalho de mais de cem cozinhas", explica Adriana, que viaja constantemente para oferecer a consultoria e acompanhar o andamento do trabalho nas demais unidades.

Além das reformas, o serviço de alimentação para velórios gera muitos empregos. São contratados padeiros, confeiteiros, salgadeiros, copeiros, garçons, motoristas e recepcionistas. A equipe da sede, no Memorial do Grupo Zelo, em Belo Horizonte, conta com 18 profissionais. Há ainda, pelo menos, dois copeiros em cada unidade da empresa. "Quando a pandemia acabar, acreditamos que poderemos expandir e contratar mais profissionais. Atualmente, os momentos de despedida precisam ter um número reduzido de pessoas, por questões de segurança", detalha Adriana.

"Quando se perde alguém, além do abalo natural, há alguns trâmites a serem resolvidos. Geralmente, as famílias se esquecem de se alimentar ou servir algo para os demais familiares presentes, que, muitas vezes, se deslocaram por longas distâncias", afirma Adriana. "No Brasil, não existe hábito de se servir quantidades significativas de comida em velórios, como vemos em até filmes e séries americanos, por exemplo, mas é notável a diferença que este serviço faz, neste momento tão delicado para os nossos clientes, que, mesmo abalados, reconhecem nosso trabalho", conta.

A trajetória pessoal e profissional de Adriana, no Grupo Zelo, é de crescimento. "Comecei na empresa há nove anos, antes da criação do grupo, como telefonista. Acreditava que se trataria apenas de um emprego temporário, pois eu precisava recomeçar, de alguma forma, após o fim do casamento", relata. "Eu sempre fui apaixonada pela área de alimentação. Jamais pensei que trabalharia com o que eu amo em uma empresa do setor funerário", relembra a gerente. "Frequentemente, quando as pessoas, no transporte público, viam o uniforme de funerária, não queriam sentar ao meu lado".

"Comecei a auxiliar na realização de eventos institucionais, até que recebi a oportunidade de sugerir melhorias no buffet oferecido aos clientes, há sete anos", diz Adriana. "E, assim, a minha visão sobre o setor funerário se ampliou", conclui.



Website: http://www.grupozelo.com.br
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