03/01/2022 às 10h52min - Atualizada em 03/01/2022 às 11h20min

TMO: paciente conta como foi o processo do diagnóstico ao transplante

Mulher foi a 51ª paciente do Santa Genoveva Complexo Hospitalar a realizar o procedimento autólogo

DINO
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Somente no primeiro semestre de 2019, foram realizados 1621 Transplantes de Medula Óssea - TMO, no Brasil. É o que apontou o relatório da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos - ABTO. Desses, 1008 foram de transplantes autólogos, ou seja, a modalidade que usa as células do próprio paciente.

Infelizmente, por conta da pandemia, esse número caiu 19,67% em 2020. No Santa Genoveva Complexo Hospitalar não foi diferente, como explica o hematologista do Santa Genoveva Complexo Hospitalar, Dr. Luiz Cláudio de Carvalho Duarte.

"Na pandemia, inicialmente, suspendemos a realização do transplante e depois reiniciamos, com todas as medidas de segurança necessários ao paciente, de acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea. Felizmente, não tivemos nenhum caso de infecção por coronavírus".

Assim, seguindo os protocolos de segurança, o Santa Genoveva conseguiu realizar seu 51º transplante de medula óssea autólogo em 2021, procedimento que começou em 2018.

O transplante autólogo

O TMO pode ser realizado de duas formas: o autólogo, quando o próprio paciente é o doador da medula, e o alogênico, quando a medula vem de um doador externo.

Como explica o Dr. Luiz Cláudio, "quando o paciente é diagnosticado com uma patologia elegível ao transplante de medula óssea, primeiramente ele deve iniciar o tratamento de sua doença e, somente após a avaliação da resposta a este tratamento, ele realizará o procedimento do transplante".

Foi o caso de Sandra Carneiro, a paciente de número 51, que recebeu em 2019 o diagnóstico de linfoma de Hodgkin, depois de passar por diversos profissionais, por conta de sintomas isolados.

"O diagnóstico demorou um pouco porque eu já vinha há mais de 1 ano com vários sintomas. Comecei com cansaço e exaustão, depois veio o emagrecimento abrupto, insônia, sudorese e coceira. E por último, eu perdi a voz. Foi quando procurei um otorrinolaringologista e contei todos os outros sintomas. Ele associou tudo e me encaminhou para o Dr. Luiz", explica Sandra.

Um ano depois de começar o tratamento, Sandra recebeu o diagnóstico de uma recidiva do linfoma de Hodgkin no pulmão, foi quando apareceu a sugestão do transplante.

"Quando soube como era o transplante autólogo eu fiquei encantada, porque a gente tem uma ideia de ser muito invasivo, muito corte, mas não é nada disso. O processo é muito simples e o resultado é maravilhoso, as células serem da nossa própria medula é muito incrível".

Infelizmente o TMO autólogo ainda não atende a todos os casos, como explica Luiz Cláudio. "O transplante autólogo de medula óssea é indicado em algumas patologias, como no mieloma múltiplo e em recidivas de linfomas de Hodgkin e não Hodgkin. Já no caso das leucemias agudas, após a realização do tratamento quimioterápico, dependendo da resposta e dos marcadores prognósticos da doença do paciente, poderá ser indicado o transplante alogênico de medula óssea. Nesse caso, o doador já não pode ser o próprio paciente, mas, sim, um membro da família, ou a medula proveniente de um banco de doadores", explica o Hematologista.

Para o paciente 52 e os próximos, Sandra deixa um recado: "Participar de um procedimento assim, por mais difícil que seja, traz uma força que impulsiona a gente a seguir, acreditar e perceber que não estamos sozinhos. Então, confie na equipe, confie em cada sorriso, cada mensagem, porque eles sabem o que estão fazendo. Tenha sempre em mente que você está sendo cuidado pelos melhores", finaliza Sandra.

O transplante

O transplante de medula óssea é um tratamento de alta tecnologia e complexidade. É realizado principalmente em pessoas com câncer no sangue, como o Linfoma, Mieloma ou Leucemia, além de alguns tumores sólidos, como o Tumor de Testículo. "A medula óssea é retirada do paciente, processada e congelada. Depois, o paciente é submetido a uma quimioterapia capaz de reduzir ou eliminar a doença neoplásica e a medula é transplantada", explica o médico.

O serviço

O hospital conta com enfermaria própria, com quatro leitos exclusivos para a realização do procedimento, enfermagem especializada e privativa, além de nutricionistas, fisioterapeutas e estomatologistas.

O hospital

O Santa Genoveva tem o objetivo de tratar o paciente com câncer em sua integridade, oferecendo tratamento completo, desde exames de imagem, centro cirúrgico para realização de biópsias ou cirurgias, unidade de internação, centro de quimioterapia e agora transplante de medula óssea.



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