25/01/2021 às 20h32min - Atualizada em 25/01/2021 às 20h32min

AEAP - As diferenças e semelhanças entre engenheiros e arquitetos

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Pelo fato de esses dois profissionais desenvolverem atividades com funções parecidas, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o trabalho específico de cada um, embora a rixa histórica entre arquitetos e engenheiros civis já tenha virado piada e até adesivo de carro, professores dos dois cursos explicam que as profissões se complementam e são igualmente importantes em uma obra. Arquitetos e engenheiros podem trabalhar em muitas áreas, mas é na construção civil que eles normalmente atuam juntos. Em termos gerais, contrata-se um arquiteto para a elaboração da planta, que trará a distribuição dos espaços internos da construção, do entorno e da fachada. Cabe ao engenheiro dimensionar as vigas e colunas, calcular a distribuição das cargas e projetar as instalações hidráulicas.

“O arquiteto faz o planejamento da utilização do espaço de forma racional e se envolve com questões ligadas à estética, à arte. O engenheiro civil busca soluções técnicas para a implantação do projeto do arquiteto. Ele trata da execução do projeto arquitetônico e é responsável por projetos complementares [estrutural, hidráulico, entre outros]”.
Em grandes obras, normalmente engenheiros e arquitetos trabalham em conjunto. Já nas pequenas os dois profissionais podem se responsabilizar por diversas atividades envolvidas na construção.

“O engenheiro pode assinar um projeto arquitetônico, e muitas vezes ele assina. Da mesma forma, o arquiteto pode gerenciar uma obra, função que normalmente é do engenheiro. Vemos muitos arquitetos executando obras de sobrados, de dois pavimentos, que não são tão complicadas. Nesse caso, o profissional é responsável por tudo o que acontece na construção, da parte trabalhista à administrativa”.


• Na universidade -
Ainda que arquitetos e engenheiros tenham atribuições para projetar e construir, as graduações apresentam grades curriculares bem diferentes. A formação na área envolve tanto conhecimentos ligados à Enge¬nharia Civil (cálculos e projetos estruturais, projetos elétricos de baixa voltagem e projetos hidráulicos) quanto disciplinas, como Conforto Ambiental e História da Arte.

No curso de Engenharia Civil, por sua vez, os alunos contam com formação mais sólida em matemática e física. “O curso de Engenharia tem cinco áreas de formação: construção civil; estruturas; geotecnia (mecânica dos solos, rochas e fundações), hidráulica e saneamento; e transportes (formação para a construção de estradas, ferrovias, portos e aeroportos)”.
Quando as profissões se distanciam, se o trabalho de engenheiros civis e arquitetos acaba se cruzando na construção civil, há áreas de atuação específicas de cada um desses profissionais. Arquitetos que desejam se afastar da engenharia, por exemplo, podem trabalhar com restauração, paisagismo ou design de interiores. “Temos algumas atribuições que são iguais. Mas o arquiteto tem uma formação completamente diferente. Uma das áreas específicas é o trabalho com patrimônio histórico. Somente arquitetos podem atuar com obras de restauro”.

Os engenheiros civis, por sua vez, podem atuar com a construção de pontes, viadutos e estradas, atribuições para as quais o arquiteto não tem formação.


 

CREA - DECISÃO NORMATIVA Nº 114, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2019.

Dispõe sobre a fiscalização das atividades relacionadas a sistemas de refrigeração e de ar condicionado.

O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA – CONFEA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 3º, inciso I, do Regimento do Confea, aprovado pela Resolução nº 1.015, de 30 de junho de 2006;

Considerando a Lei n° 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que regula o exercício das profissões de Engenheiro e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências;

Considerando o art. 24 da Lei nº 5.194, de 1966, que dispõe que a verificação e a fiscalização do exercício e atividades das profissões nela reguladas serão exercidas por um Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, e Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia, organizados de forma a assegurarem unidade de ação;

Considerando o art. 59 da Lei n° 5.194, de 1966, que dispõe sobre a necessidade de registro nos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia de pessoas jurídicas que se organizem para executar obras ou serviços relacionados à Engenharia;

Considerando a Resolução n° 336, de 27 de outubro de 1989, que dispõe sobre o registro de pessoas jurídicas nos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia;

Considerando a necessidade de aperfeiçoar a atuação e a fiscalização das atividades relacionadas aos sistemas de refrigeração e de ar condicionado, a fim de preservar os interesses da sociedade;

DECIDE:

Art. 1° Esclarecer que toda pessoa jurídica que execute atividades de projeto, fabricação, inspeção, experimentação, ensaio, controle de qualidade, vistoria, perícia, avaliação, laudo, parecer técnico, arbitragem, consultoria, assistência, montagem, instalação, operação, manutenção e reparo de sistemas de refrigeração e de ar condicionado fica obrigada ao registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia.

Art. 2° Estabelecer que a pessoa jurídica, quando da solicitação do registro, deverá indicar responsável técnico, legalmente habilitado, com atribuições compatíveis às atividades a serem desenvolvidas.

Art. 3° Estabelecer que qualquer contrato, escrito ou verbal, visando ao desenvolvimento das atividades previstas nesta decisão normativa, está sujeito a “Anotação de Responsabilidade Técnica - ART”.

Art. 4° Esta decisão normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5° Fica revogada a Decisão Normativa n° 42, de 8 de julho de 1992.

Brasília, 17 de dezembro de 2019.
Eng. Civ. Joel Krüger
Presidente

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