29/01/2021 às 15h39min - Atualizada em 01/02/2021 às 00h00min

Acóde, ação emergencial do FA.VELA, injetou mais de R$400 mil na economia local de 18 cidades nos estados de Minas Gerais e Pará, durante a pandemia

Iniciativa fomentou a economia local, por meio da circulação de renda nos territórios vulnerabilizados de residência das 500 pessoas beneficiadas

SALA DA NOTÍCIA Marina Sá
Divulgação

O FA.VELA, aceleradora de negócios periféricos que atua como uma plataforma de desenvolvimento e aprendizagem empreendedora, com financiamento do Itaú Social e de colaboradores do Google, por meio do projeto Acóde, beneficiou 500 pessoas que residem em vilas e favelas de Belo Horizonte e região metropolitana (MG) com três meses de auxílio emergencial. O projeto, lançado em junho, injetou mais de R$ 400.000,00 na economia local de 18 cidades nos estados de Minas Gerais e Pará, impactando mais de 1.200 pessoas, em sua maioria, mulheres negras.

A iniciativa contemplou uma nova versão da cesta básica, que inclui auxílio financeiro, por meio de cartão alimentação, livros infantis e acesso ao programa de formação e letramento empreendedor e digital FA.VELA Escola. A ação emergencial teve a proposta de mitigar os impactos da Covid-19 com a oferta de apoio financeiro para a aquisição de alimentos, itens de subsistência e higiene pessoal, destinados a grupos socialmente em risco e que residem em territórios que não acessam políticas públicas efetivas no combate ao coronavírus.  

“O uso do cartão alimentação para auxílio financeiro foi a nossa releitura para a ‘cesta básica’. O objetivo foi levantar o discurso sobre o empoderamento econômico e a liberdade de escolha das pessoas, de acordo com as suas necessidades. O Acóde permitiu ao FA.VELA ser uma rede de suporte estratégica para pessoas que já são historicamente vulnerabilizadas num momento tão crítico de pandemia que ainda continua, possibilitando, dentro do que acreditamos, o fortalecimento das economias locais e empoderamento desses núcleos familiares, com a ressignificação da cesta básica tradicional com a oferta de escolha de compra”, explica Tatiana Silva, diretora executiva do FA.VELA.  

 

PÚBLICO ATENDIDO 

O projeto teve como prioridade atender mulheres chefes de família, com filhos, pessoas LGBTQI+, em especial trans e travestis, negras, desempregadas, e/ou empreendedoras formais e informais que tiveram a renda impactada pela pandemia. Por exemplo, as mães puderam utilizar o cartão para comprar fraldas, leite e outros itens de subsistência para crianças que não vêm nas tradicionais cestas básicas, assim como alimentos frescos ou perecíveis. Permitiu, também, a aquisição de itens como absorventes para mulheres ou produtos para prevenção à contaminação por Covid-19.

De acordo com pesquisa realizada com 143 pessoas que receberam o Acóde, cerca de 81% dos beneficiados são mulheres e 89% se autodeclaram negras ou pardas. Além disso, 22% desse total se consideram pertencentes à comunidade LGBTQIA+. 

Ao todo, foram mais de 1.200 pessoas beneficiadas indiretamente. O maior público se concentra na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao longo dos meses de execução, o Acóde beneficiou residentes das cidades de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Sabará, Vespasiano, Esmeraldas, Ibirité, Jaboticatubas, Lagoa Santa, Matozinhos, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, São José da Lapa e Taquaraçu de Minas. Além de Sete Lagoas, localizado a aproximadamente 72 quilômetros de Belo Horizonte, e Malacacheta, no norte de Minas Gerais. 

Por meio da parceria com a Acreditar, entidade sem fins lucrativos que estimula a cultura empreendedora de jovens, mulheres e empreendedoras nordestinas, foram distribuídos cerca de 30 cartões alimentação para mulheres paraenses na região da Ilha do Marajó e Ananindeua. 

“Presenciamos muitos relatos dessas famílias em relação à autoestima e confiança ao receberem esse apoio, já que elas estavam completamente desprotegidas socialmente”, Ludmila Corrêa, gerente de Projetos do FA.VELA.

 

IMPACTO

Ainda segundo a pesquisa, 99% dos beneficiados atendidos ficaram satisfeitos com o cartão alimentação, porque existe essa autonomia para comprar os itens que mais precisam e que quando receberam o auxílio, sentiram-se acudidos. Do total, 94% reportaram que o benefício chegou no momento que precisavam muito, pois estavam com dificuldades para comprar alimentos e outros itens. Além disso, 54% responderam que, após os três meses de recebimento do auxílio, continuam não trabalhando e sem renda. 

Outro dado que comprova o fomento da economia local, por meio da circulação de renda nos territórios vulnerabilizados de residência dos beneficiários, foi de que 61% disseram que compraram em comércios em seus bairros, vilas e quebradas.  

“Falar do Acóde significa entender que estamos agindo com uma ação realmente transformadora e que atendeu a necessidade das famílias, e não simplesmente um viés assistencialista que oferece uma cesta básica e a família precisa se virar comendo um arroz e feijão – que é super necessário, é claro – mas existem outras necessidades. E quem somos nós para ditar o que é essencial para cada pessoa? Então, falar do Acóde é falar de autonomia, possibilidade de escolha, autoestima para que essas famílias possam garantir suas necessidades”, argumenta Ludmila Corrêa


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