31/10/2015 às 23h49min - Atualizada em 18/01/2016 às 21h51min

Cláudia Dib bate papo com vereador Loro

Lourival Sampaio Costa, nascido em 10/07/70 em Itambé - Bahia. Loro como é carinhosamente chamado é peruibense de coração há quarenta anos. Ele vem de uma família de dez irmãos, fez uma campanha simples, com a ajuda dos amigos e poucos militantes o vereador Loro, foi eleito nas eleições de 2012 com 494 votos, pelo partido PSDC. Hoje o vereador é presidente do PROS-Peruíbe. O bahiano de sorriso largo, é firme nas palavras, coerente nas críticas e justo nos elogios. Confira em nosso bate papo o que pensa e qual o posicionamento do vereador Loro.
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Cláudia Dib - Como você vê a atual situação da Cidade?
Loro - Posso afirmar que nestes últimos dez anos, eu pude observar que nossa política administrativa vem variando muito, mas, com as mesmas pessoas. Infelizmente a Ana tem um governo incompetente, o governo é incapaz de criar, aprovar e executar bons projetos, não conseguem projetos para adquirirem verbas, e tudo que o governo fez até hoje, fez pela metade, tenho dúvidas de que eles vão conseguir completar as obras da George Popesco, um projeto de R$12 milhões. Cláudia Dib - Sabemos que foi uma campanha sem dinheiro, pés no chão, reunindo militantes em sua casa, o que te levou entrar para a política? Loro - Veja bem Cláudia, é o fato de acreditarmos que podemos mudar alguma coisa em nossa Cidade, poder contribuir para a melhoria daqueles que nos cercam. Cláudia Dib - Você foi eleito pelo PSDC em coligação com a prefeita Milena Bargieri, mas após assumir a cadeira, você já assumiu sendo situação. Por quê? Loro - Porque eu acredito que temos que ser a Cidade, ao termino da eleição o TRE diplomou a Ana, a prefeita precisa de uma bancada para a prefeitura andar, e o vereador não pode atrapalhar, ele tem que contribuir. Eu não morro de amores pela “Ana”, eu não conhecia a Ana, meu partido não conversou com a Ana, nós éramos Milena e eu acreditava na continuidade daquele trabalho, que não foi tão bom, mas numa segunda oportunidade ela poderia melhorar., mas ela não foi reeleita, entrou outra pessoa, nós temos que dar condições para que esta pessoa trabalhe. O vereador deve fiscalizar o executivo, por exemplo, as obras da George Popesco, nós devemos fiscalizar se o dinheiro está sendo gasto realmente na obra, verificar se não há desvio de dinheiro, se não há superfaturamento, são momentos que devemos ficar atentos. Fiscalizar é nossa obrigação, mas apoiarmos para que as coisas aconteçam também é nossa obrigação. Cláudia Dib - Então a prefeita pode contar com o seu apoio para a reeleição? Loro - Veja bem, muitas águas vão rolar ainda por debaixo da ponte! Eu vejo uma administração que teve todo apoio do legislativo, em que a situação foi sempre a maioria, e ela não fez por merecer, não soube fazer a nossa cidade andar. Eu sou presidente do PRÓS em Peruíbe, mas, não posso tomar esta decisão sozinho, esta é uma decisão democrática, é discutido com o grupo. Cláudia Dib - Como você vê a saúde de nosso município? Loro - É preciso descentralizar, é necessário humanizar! O governo Ana Preto não foi tão pior que os outros governos, as pessoas falam muito, mas você sabe o que foi pior no governo Ana Preto? Foi a própria Ana! A prefeita deixou as coisas tomarem um rumo em que as pessoas tomassem antipatia por ela. A população quer sentir a presença de seus governantes, e a Ana perdeu esse time, ela perdeu o contato com o povo, ela perdeu de estar com o povo, e a população é carente de um abraço, um carinho, o povo quer ser ouvido. E quando o político deixa de ouvir a população o que acontece é o desastre em que se encontra a Cidade. Quando você não ouve a população, você não sabe o que acontece na UPA, não sabe o que ocorre nos postinhos de saúde, você não sabe o que acontece na educação. Quem foi o melhor secretário de saúde? Será que foi o Dr. Rubens, que até levaram caixão para a Câmara? Será que foi o Dr. Marco Botteon, esta figura que passou e ninguém nem conseguiu gravar o rosto do homem? Será que foi o Dr. Valdez? E o Nelson? Ele foi uma pessoa simpática, carismática, que administrativamente não funcionou, mas, devido ao seu carisma ele conseguiu abraçar, valorizar o funcionário público, eles não poderiam continuar vivendo aquele clima de terror causado pelo Dr. Rubens; Eles não poderiam “caminhar” na dúvida, sem saber o que iria acontecer, como na gestão do Dr. Marco Botteon; Os funcionários públicos não podem trabalhar sem expectativas como na gestão do Dr. Valdez. Por outro lado, na gestão do Nelson ouve uma pacificação, um comprometimento entre os funcionários públicos. A Ana não investiu nos postinhos de saúde, deixou os postos largados, abandonados, porém está construindo o novo hospital, eu não acredito que ela entregue esta obra, veja, não é só a construção, tem a estrutura, aparelhagem, o hospital precisa ser totalmente equipado. Cláudia Dib - O Transporte público passou por vários problemas, e a gestão está com fama de caloteira, como você avalia nosso transporte? Loro - Eu acredito que ouve um avanço! É só lembrar que na época da Intersul ficamos sete dias sem ônibus, e eram ônibus quebrados e várias reclamações, e eu garanto que naquela época a prefeitura não devia nada para a empresa. Essa fama de administração caloteira é ruim para a cidade, afasta as empresas de qualidade. Hoje o transporte é realizado pela Jundiá que é uma empresa de qualidade, hoje os ônibus são novos, o acesso do cadeirante funciona. Intersul, Estrela Maior ficou para trás graças a Deus! Quanto à administração ser caloteira, eu repito, a prefeita Ana Preto perdeu o time, ela perdeu a oportunidade de ser uma grande gestora, e sentar na cadeira e dizer: A prefeita aqui sou eu, vamos conversar! Como eu posso pagar essa dívida? A dificuldade administrativa é geral, diversas prefeituras estão passando por isso.
“...você sabe o que foi pior no governo Ana Preto? Foi a própria Ana! A prefeita deixou as coisas tomarem um rumo em que as pessoas tomassem antipatia por ela”.
Cláudia Dib - Vamos falar um pouco da sua área, como você vê a educação atualmente? Loro - Eu vejo que nenhuma administração fez mais escolas e creches que o ex-prefeito Gilson Bargieri, foi um governo muito popular, naquele momento a Cidade cresceu, se aquela época a administração não tivesse construído estas escolas e creches, hoje nós teríamos uma defasagem muito grande de crianças fora das escolas. O governo da Ana não tem nada de novo, mas ela está trabalhando na creche do Recreio Santista, uma obra que estava parada. Ela fez a reforma na Escola Adriana, (EMEF Professora Adriana Aparecida Almeida dos Santos) no bairro Antônio Novaes; A reforma do Nepomuceno (EMEF Professor Nepomuceno Filho) no bairro Samburá. Então tem algumas coisas boas, por outro lado, o sistema de ensino adotado por eles não “emplacou”, gastou-se muito dinheiro numa coisa que não deu certo, os professores devem ter autonomia para escolher entre os diversos livros mandados pelo Estado, pelo Governo Federal, deve ser estabelecido um sistema de ensino dentro das diretrizes do Município, basta seguir a Lei 9394/96. Cláudia Dib - E esta CEP da Educação? Loro - Eu não votei nesta CEP, respeito todas as entidades e associações da Cidade, mas, temos que tomar cuidado com o extremismo, estamos há um ano das eleições, e muita coisa vai surgir. Esta CEP a meu ver é sem fundamento uma vez que diz que a prefeita deixou de gastar 25% na Educação, mas o exercício financeiro não acabou, a CEP tem 90 dias para apuração, ao final destes 90 dias estaremos em dezembro. Será que até lá a prefeita não tenha gasto estes 25% na educação? Gastou-se mal ou gastou bem, já é outra questão! Temos que ter muito cuidado com a questão política, não podemos fazer o jogo de quem quer ocupar a cadeira de prefeito, é preciso pensar na Cidade. É preciso fazer igual às crianças, que perguntam a tudo por quê? Por que a administração está tomando este rumo? Falta um ano para as eleições e vai ficar pior porque todos correm o risco de serem usados, eu não vou me permitir ser usado por pessoas que tem objetivos particulares na Cidade, e objetivos a qualquer custo. Cláudia Dib - O que você me diz sobre a Câmara de Peruíbe? Loro - A Câmara é um grande teatro! Não quero mencionar nomes, ou apontar pessoas, conheço bem meus nobres colegas e respeito a cada um deles. Eu fui assessor na Câmara de 2001 a 2007, primeiramente com o Oliveira e depois com o Zeca. Ao ser eleito o posicionamento é outro então eu tive acesso, pude conhecer os bastidores, conheço o por trás das cortinas deste grande teatro. Eu pude ver como funciona todo o “traquejo” de conversas, de projetos e de situações da cidade, por exemplo: Os motoristas estão em greve, não tem ônibus na cidade, como os vereadores vão conduzir isso. E muitas vezes o vereador não transparece aquilo que realmente ele pensa no momento em que ele está na Tribuna. Eles estabelecem uma linha de pensamento, mas por trás das cortinas a história é outra. Para ser vereador é preciso ter coragem, tem poucos nomes que ficaram marcados na história de Peruíbe, como o vereador Miltão e o Anielo, na Câmara pode ter três mil pessoas apontando o dedo para mim, que eu vou votar de acordo com as minhas convicções, porque muitas coisas que acontecem a população não sabe, a população não conhece o pensamento de cada vereador, porque na Tribuna podem fazer barulho e ganhar aplausos, mas, acabou a sessão, fechou a cortina as atitudes são outras. Não podemos ser extremistas! O extremista, dentro do contexto administrativo da cidade, ele não enxerga nada de bom. Eu sei que é difícil, mas, por exemplo, o esporte de Peruíbe com o Washington Reis, com o Chicão e o Juca, que eram todos oposição e estão fazendo um trabalho muito bom, o esporte anda a passos largos com os campeonatos funcionando dentro das datas previstas. Cláudia Dib - Quais suas considerações finais? Loro - Gostaria de falar um pouco dos servidores públicos. Eu acredito que ouve um avanço, pequeno, porém diferente de outras administrações. Uma das melhores coisas que a Ana fez foi dar o aumento escalonado ao servidor, ela deu 7% ao ano e ao final do mandato se ela cumprir com o combinado, terá como resultado 28% de aumento, além disso o auxilio odontológico, estendeu a folga abonada aos celetistas. Ou seja, para a classe ouve um ganho real. Quero agradecer a todas as pessoas que sentam comigo e conversam, porque apontar o dedo é muito fácil. Não sei o que vai acontecer em 2016, quem vai ser o prefeito, mas, eu espero que a Cidade tenha um momento de paz, e este momento de paz traga uma prefeita ou um prefeito que queira o diálogo, que queira conversar com a sociedade, que queira conversar com os vereadores, fornecedores e com a imprensa, porque é só o diálogo que vai transformar Peruíbe, vai fazer a cidade andar a passos largos para buscar o crescimento necessário.
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