16/05/2021 às 10h59min - Atualizada em 16/05/2021 às 10h59min

Morre Bruno Covas, prefeito de São Paulo, aos 41 anos

Divulgação

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, morreu neste domingo (16), aos 41 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital Sírio Libanês, onde ele estava internado desde o dia 2 de maio. Ele lutava contra um câncer desde 2019.

A cerimônia de enterro deve acontecer no cemitério do Paquetá, em Santos, cidade natal do prefeito da Capital.

Câncer

Covas foi diagnosticado em outubro de 2019 com um câncer na cárdia, a região de transição entre o esôfago e o estômago. No dia 17 de fevereiro deste ano, um nódulo no fígado foi detectado, e a imunoterapia a que era submetido foi interrompida.

No dia 16 de abril foi divulgado um boletim médico que informava que foram descobertos novos nódulos no fígado e ossos. O prefeito foi orientado a fazer novas sessões de quimioterapia e imunoterapia e ficou internado por 12 dias para tratar estes novos focos da doença.

Cerca de uma semana depois de receber alta, Covas voltou ao hospital para realizar exames após ter passado mal. Ele está internado desde o último dia 2, e chegou a ser transferido para a UTI e intubado no início da semana. No dia 4, ele foi extubado e transferido para a unidade de terapia semi-intensiva.

No boletim médico divulgado em 6 de maio, consta que ele tinha um "discreto" sangramento no estômago. Já nesta sexta-feira (14), o boletim informou que o quadro era irreversível.

Vida política

Neto do ex-governador Mário Covas, Bruno foi de Santos para São Paulo na adolescência. Ele estudou Direito e Economia, focado em seguir com a vida pública assim como sua família, no partido fundado pelo avô, o PSDB. 

Ele se tornou prefeito de São Paulo após a renúncia de João Doria, em 2018, e começou seu mandato como prefeito reeleito em 2021. 

Bruno chegou a concorrer para o cargo de vice-prefeito de Santos em 2004, mas perdeu a eleição. Desde então, não desistiu, e não perdeu mais. Em 2006, foi eleito para a Assembleia Legislativa (Alesp) de São Paulo, e reeleito em 2010. Depois, pediu licença do mandato de deputado estadual para ocupar a vaga de secretário do Meio Ambiente de São Paulo, apontado por Geraldo Alckmin, também do PSDB. 

Em 2014, ele foi eleito deputado federal por São Paulo. Após dois anos, saiu como vice de João Doria à prefeitura da capital paulista.


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